segunda-feira, 30 de março de 2009

Definitivo

**Será sofrer uma opção? Na minha opinião, opta por sofrer quem se resguarda da aventura de viver...**

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos, por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drumond de Andrade

De tudo...

De tudo ficaram três coisas...
A certeza de que estamos começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar...
Façamos da interrupção um caminho novo...
Da queda, um passo de dança...
Do medo, uma escada...
Do sonho, uma ponte...
Da procura, um encontro!

Fernando Sabino

domingo, 29 de março de 2009

Quero...

"Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... e que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.

Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele."

Mario Quintana

Science...

I used to be a scientist. Though can you be a nonpracticing scientist?
If so, I still am a scientist, but also a Blogger...
I used to read more science fiction.
I used to be a lot more radical (believe me or not...).
I used to make paper. Maybe I will again.
I used to be younger than everyone else around me. Now I am older than some of the people around me. I am still getting used to this.
I used to think, "Why would anyone go to MIT and then become a lawyer?" Oh, the irony. Actually, now I understand...

My PhD Thesis: Synthesis, characterization and application of conjugated polymers derived from ferrocene and bisphenol-A.
(http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/46/46135/tde-28032008-082754/)
Some of the polymers I sythesized, in chloroform solution, emitting blue light when under UV light excitation.

Before and after:


My MSc. dissertation: Electrochemical reduction of ortho-substituted methyl cinnamates(http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/46/46135/tde-03102006-205141/)
One of the described mechanisms:

sábado, 28 de março de 2009

Colecionando palavras

Há certo tempo havia uma menina que adorava descrever tudo o que via, descrevia com desenvoltura todas as coisas ao seu redor lindamente.
Certo dia escreveu uma poesia e se ressentiu por perceber o quanto ela era triste, o quanto ela era dela e o quanto estava triste por ser como ela.
Aquela foi sua última poesia e ela seguiu em frente, sem se importar com as palavras que lhe acompanhavam, até cair em um poço profundo com todas elas.
Tentou salvar as palavras num grito, atirando-as para longe, mas temia ficar só com o barulho do eco, então acuou-se com as palavras por longos anos, no profundo poço escuro.
Sem ter o que fazer para passar o tempo, voltou a utilizar as palavras para montar pequenas frases, que aos poucos lhe trouxeram o entendimento. Descobriu caminhos, possibilidades e por fim, encontrou face a face novamente sua tristeza - percebeu o quanto ela era grande e perigosa, mas aceitou conviver com ela.
A menina e a tristeza se tornaram muito próximas, e a tristeza foi ficando o quanto pôde, enquanto suportou a presença das palavras.
Um dia a tristeza decidiu partir. As palavras lhe traziam inveja tomavam conta da menina ela já não fazia efeito as frases haviam virado versos e as rimas eram cada vez mais belas mesmo com as palavras velhas...
A menina ficou triste ao ver a tristeza, com quem conviveu por tanto tempo, se esvair, mas não teve nem tempo de se entristecer. Neste instante ela viu nos seus versos as mais belas palavras, brilhantes e limpinhas, novinhas em folha. Eram as mesmas que brincara antes, suas amigas, mas com outro vigor, outra energia. Estavam ali, prontas para tirar a menina do poço escuro, a convidando para brincar ao sol, para sentir a vida. Sem a proteção do poço e nem da tristeza, mas correndo o risco de sentir a beleza da felicidade, que outrora não conhecera.

Sentidos...

Quero uma a uma as palavras que me dão sentido,
que me conduzem tão misteriosamente pelos meus caminhos de dentro,
mesmo diante da mais assustadora escuridão.
Quero o toque, a sensação.

Inspiração...

Sou a linha da mão que mostra o momento do destino mudar.
Sou a linha da testa que revela a intensidade dos dias vividos.
Sou a linha que costura os fatos e constrói as idéias.
Sou a linha de idéias que me separa de você por alguns minutos, ou anos, ou vidas.
Hora linha reta, hora fora da linha;
Sem dúvida algo maior me encaminha.

Olha a hora, vam'bora, vam'bora...

Esta é para os paulistanos de coração...
http://www.youtube.com/watch?v=HfpxNGyrVd8&feature=PlayList&p=8C9283C22C70FCFC&index=2
O nome é Sinfonia Para São Paulo... Ah, o Jornal da Jovem Pan!
Não vou negar que me dava um desespero ouvir essa música de manhã, na infância... Minha mãe terminando café e meu pai de pasta na mão indo me levar para a escola. A vontade era voltar pra cama e me esquecer da vida... Eu ainda era muito pequena. Pode parecer bobo,mas ao mesmo tempo eu tinha um orgulho gostoso de fazer parte daquele todo de pessoas que crêem estar lutando por uma vida melhor, um mundo melhor.

"A cidade não desperta, apenas acerta a sua posição
Porque tudo se repete, são sete
E às sete explode em multidão:
Portas de aço levantam, todos parecem correr
Não correm de, correm para
Para São Paulo crescer"

Esta musica diz bastante sobre essa minha veia paulistana, especialmente nos dias de hoje. Tenho muito orgulho de ter nacido aqui.. e é interessante o quanto adoro andar na Av. Paulista... lugar onde nasci. Adoro este caus, gosto de sentir a energia das pessoas, o ritmo da cidade.


"Sempre ligeiro na rua, como quem sabe o que quer
Vai o paulista na sua, para o que der e vier"


Posso gostar de Nova York, achar Chicago linda, assim como Zurique, adorar Bruxelas, odear Los Angeles, ou o Rio de Janeiro, ter ótimas lembranças de Knoxville ou Champaign, mas nenhum destes sentimentos é mais forte do que sinto por São Paulo. Seja em uma manhã fria com sol claro, ou em seus fim de tardes chuvosos... Amo a cidade da garoa...

E pra fechar o post com chave de ouro.. uma homenagem ao melhor time de todos os tempos....

Lá Vou Eu...

Num apartamento perdido na cidade, alguém está tentando acreditar que as coisas vão melhorar ultimamente.
A gente não consegue ficar indiferente debaixo desse céu.
No meu apartamento, você não sabe quanto voei, o quanto me aproximei de lá da Terra.
As luzes da cidade não chegam as estrelas sem antes me buscar.
Na medida do impossível tá dando pra se viver.
Na cidade de São Paulo, o amor é imprevisível como você e eu e o céu.

Zélia Duncan

quinta-feira, 26 de março de 2009

Será!?


Acabo de te trair
Em pensamento
Não deixo você ouvir
O que te traz sofrimento
Acabo de me trair
O que é que eu estou
dizendo ?

Acabo de me separar
Sem fazer alarde
Te ligo quando chegar lá
E te escondo a verdade
Nós vamos nos reconciliar
E você nem sabe
Se é amor tem
Desencontros
Amar também
Um contra o outro
E lutar sempre
Por esse amor
Que morre e reascende
Melhor
Combinamos
Destruir mas
Sempre estamos
Enganados
Vendo-o ressurgir
É você que eu amo

Existem provas de amor
Provas de amor apenas
Provas de amor
Não existe o amor
Não existe o amor
Não existe o amor não existe
O amor
Apenas provas de amor
Existem provas de amor
Provas de amor apenas
Provas de amor
Não existe o amor
Não existe o amor
Não existe o amor não existe
O amor
Apenas provas de amor